Guerra de preços Guerra de preços

Guerra de Preços

O QUE É A GUERRA DE PREÇOS?

Guerra de preços significa a concorrência entre duas ou mais organizações com finalidades de equilibrar mercados de concorrência oligopolista, de manter e/ou aumentar o market share nos mercados de concorrência monopolista.

De certa forma, é a disputa aberta por uma fatia de mercado ou pela manutenção da fatia já adquirida.

As organizações se dispõe a sacrificar seus preços.

Certamente isso acontece porque em geral uma ou mais organizações, empresas dominantes, provocam o desequilíbrio do mercado, influenciando o preço de mercado e a quantidade transaccionada. Quando um mercado tem esta característica, é considerável como um mercado em concorrência imperfeita.

Logo, essas organizações, sobretudo, acreditam que uma estratégia de preços baixos (“grimm strategy”) poderá proporcionar a curto e médio prazo: fácil penetração; alta lucratividade com base no aumento de consumidores; crescimento de sua participação de mercado e protecção do seu market share.

 

Vencendo a Gerra de preços

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aqui você vai ler:

– Conceito de Mercado Oligopolista;
– Conceito de Mercado Monopolista;
– Exemplos reais de aplicação;
– Em qual momento é indicado gerar uma guerra de preços;
– Quando decidir por entrar numa guerra de preços;
– Entendendo a elasticidade de mercado;

Utilizando estratégias mercadológicas para os diferentes tipos de mercado.
Com toda a certeza também é possível a formação de uma guerra de preços para evitar novos entrantes (novas empresas).

Nesse caso existem acordos tácitos, que são quebrados por um ou mais competidores, que modificam seus preços para baixo como forma de ganhar mercado.

Em quais tipos de mercados mais comuns que ocorrem guerra de preços?

Existem dois tipos de concorrência

Mercados de Concorrência Oligopolista

Oligopolio é basicamente, um mercado na estrutura de poucos ofertantes de um determinado produto ou serviço para um grande volume de consumidores.

Podendo existir ou não acordos tácitos entre os ofertantes, explorando sua lucratividade por intermédio dos consumidores e do processo econômico.

Então para evitar a guerra de preços, a empresa busca ressaltar atributos do produto que vende, fazendo com que o consumidor justifique, por intermédio de qualidade, imagem, marca, etc, o porquê comprar o seu produto.

Mercados de Concorrência Monopolista

Segundo Fernando Ossa S. (2001; p. 30) a estrutura no mercado, conhecido pela concorrência monopolista, é o que cada empresa consegue diferenciar, seu produto.

Portanto esse não é exatamente igual ao produto das outras empresas do setor, mas é um substituto. Para evitar a concorrência justifica-se a posição de que a interdependência é um fato em uma estrutura de competição monopolista.

Sobretudo o grau de diferenciação dos produtos é o ponto principal da concorrência entre os participantes no mercado.

A princípio, são muitos ofertantes dos mesmos produtos, a entrada no mercado é fácil, as margens são baixas e a concorrência é elevada.

Quais são os exemplos de guerra de preços em concorrências oligopolista?

– Concessionárias de carros;

– Distribuidora de combustível;

– Cimento, entre outros.

– Geralmente são mercados nestes perfis.

Quais são os exemplos de guerra de preços em concorrências monopolista?

– Segmentos mais comuns como:

– Higiene e limpeza;

– Segurança e alarmes;

– Suprimentos de informática, entre outros.

Em qual momento é indicado gerar uma guerra de preços?

Portanto, o momento indicado para se gerar uma guerra de preços pode depender do quanto realmente é profundo o conhecimento das margens de lucratividade.

Principalmente dos custos (se existe uma estrutura de custos baixos).

Conforme mercados de concorrência monopolistas, a guerra de preços normalmente é prejudicial a todas as partes, considerando a margem menor e a concorrência maior.

Inclusive uma guerra de preços não só poderá aumentar seu market share, mas poderá também reduzir expressivamente sua margem de ganho, margem que não será recuperada.

Quando decidir por entrar numa guerra de preços?

Em primeiro lugar pode-se decidir por ingressar em uma guerra de preços em mercados oligopolizados. O qual a guerra de preços é um mecanismo de reajuste ou reequilíbrio.

Portanto uma opção quando se tem uma alta taxa de desconto. O volume de aquisição de clientes no curto prazo, podem compensar mais do que as coalizões ou acordos tácitos.

Deve ser levada em consideração a elasticidade de mercado.

De certa forma bastante simplista podemos traduzir a elasticidade de mercado em:

– O quanto a sensibilidade das variáveis podem afetar o resultado ou a demanda (procura).

Elasticidade também pode ser classificada como:

– Elástica – sensível às alterações nas variáveis;

– Inelástica – Não se alteram, insensíveis às alterações das variáveis.

Além disso um exemplo de curva de demanda elástica é o consumo de produtos como a carne bovina.

Assim se o preço aumenta, o consumidor pode variar substituindo por carne suína, o que pode diminuir a demanda.

Ainda como exemplo a demanda inelástica pode ocorrer em setores como a mineração.

Se elevarmos os preços, a demanda praticamente não tem variação devido ao produto não ter um substituto, e aos acordos tácitos.

Combustíveis, apesar de diminuir o consumo no período posterior ao aumento de preços, na semana anterior costumam ter grandes elevações no consumo.

Portanto isso acaba equilibrando o período do aumento e estabilizando sequencialmente.

E o que devo fazer se for inevitável entrar na guerra de preços?

Certamente em mercados de concorrência oligopolista, a estratégia é a de manter o equilíbrio e utilizá-lo como mecanismo de reajuste, caso algum concorrente use a precificação como forma de atrair mais clientes.

Quais estratégias posso usar na Guerra de preços?

Primeiramente e especialmente nos mercados de concorrência monopolista a estratégia é a de penetração de mercado ou aquisição de “market share” (envolve alto risco).

Guerra de preços é um cabo de guerra

Então sempre que puder hesite a guerra de preços em mercados de concorrência monopolista.

Inclusive vale lembrar que as margens são enxutas e a quantidade de concorrentes elevada, nestes mercados a diferenciação por marca, qualidade, atendimento, enfim a diferenciação tem que ser atributo relacionado ao produto ou serviço e não ao preço.

Guerras de preços acabam sendo um mal necessário pois conduzem ao equilíbrio e manutenção do preço em concorrências oligopolistas.

As vezes concorrências monopolistas podem sacrificar as margens de lucro a valores negativos, mas também forçar uma precificação mais uniforme, mas quando possível a guerra de preços deve ser evitada, pois reduz o único atributo do mix de marketing que gera lucro, o P de preço;

Portanto a elasticidade da demanda é influenciada diretamente pelas variáveis, como preço, quando a demanda é elástica, sensível à variações e inelástica.

Ou seja, a receita total aumenta quando o preço aumenta. As estratégias para evitar tomam como base as diferenciações dos atributos que não o preço;

Assim as estratégias para competir em cenários de guerras de preços são baseadas no diagnóstico de quatro pilares: clientes, empresa, competidores e parceiros ou stakeholders.

Consequentemente o profundo conhecimento do ambiente interno e externo é necessário para evitar quanto para adentrar numa guerra de preços.

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Sou um workaholic, talvez um pouco nerd, apaixonado por marketing e comportamento humano e empreendedor desde os 16 anos de idade (faz um tempinho…).

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